DBT oferece estratégias seguras para manejo de crises e prevenção de risco. Saiba como atuar com firmeza, validação e responsabilidade compartilhada.
Atender pessoas em crise intensa é um dos maiores desafios na prática clínica. A DBT foi pensada justamente para esse cenário, oferecendo um conjunto de estratégias específicas para o manejo de crises, sempre articulando segurança, validação e responsabilidade compartilhada.
Na DBT, a prevenção de comportamentos de alto risco começa antes da crise. A construção de planos de segurança, o ensino de habilidades de tolerância ao mal-estar e o desenvolvimento de redes de apoio fazem parte do trabalho terapêutico. Assim, quando a crise surge, tanto cliente quanto terapeuta já têm um repertório prévio para manejar a situação.
Durante a crise, a postura do terapeuta DBT é ativa e engajada. Ele valida o sofrimento, reconhece a intensidade da dor e, ao mesmo tempo, ajuda o cliente a acessar habilidades aprendidas, avaliar riscos e escolher alternativas que preservem a vida. Esse equilíbrio entre acolhimento e direção é uma marca da abordagem.
Após a crise, o foco recai sobre a análise de cadeia – um recurso da DBT que ajuda a entender, em detalhes, o que aconteceu antes, durante e depois do episódio de risco. Esse processo não é punitivo; é investigativo e orientado para a aprendizagem, permitindo que novas estratégias sejam planejadas.
Para o profissional, ter a DBT como referência oferece segurança ao lidar com quadros considerados “difíceis” ou “impossíveis”. A abordagem fornece uma estrutura, uma equipe de suporte (quando aplicada em formato de programa) e uma filosofia de trabalho que sustenta o cuidado a longo prazo.
Se você atende ou pretende atender pessoas em situação de alto risco e deseja se sentir mais preparado para manejar crises com base em evidências, conheça a pós-graduação em DBT do UniCESDE.